segunda-feira, julho 03, 2023

Perdi as palavras que aprendi contigo. Já não as encontro, quando em ti penso, já não as sinto, quando tenho saudades, já não as leio, quando te procuro. 

Ensinaste-me um amor novo, e fizeste-me desaprendê-lo com a mesma dedicação. 

Não sei quem és, já, perdi o teu cheiro. 

Mesmo quando sinto saudades, pareces-me outro, que não tu. 

Todas as juras feitas, parecem um romance de outra pessoa, que não tu. 

Todas as mensagens guardadas, já não parecem tuas, nem vindas de ti. 

Já não és tu, ou talvez eu já não seja eu. 

Sou pior, na tua ausência, e talvez tu sejas melhor, sem mim. 

Escrevo-te pela última vez, mesmo que já não existas ou não queiras que eu exista - para assim não me sentir tão louca, por te ter achado real. 

E se ainda sobrar alguma coisa de ti, irás entender-me... a mim, e à ausência eterna a que te votarei por não saber já viver na hipótese do teu regresso. 

Se acaso soubesses o mal que me fazes, demorarias a voltar à minha porta? 


sexta-feira, junho 30, 2023

 

Ah, eu vim aqui amor

só pra me despedir

E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir

Me perdi de tanto amor, ah, eu enlouqueci

Ninguém podia amar assim e eu amei

E devo confessar, aí foi que eu errei

quinta-feira, fevereiro 09, 2023

 Meu amor, 

vou sem saber para onde o vento me leva. 

gosto tanto de ti e de estar em ti. 

amo-te, hoje e sempre, mesmo que o destino nos separe. 


escreveste este bilhete e escondeste-o no meio dos meus livros para que o descobrisse um dia, sem querer. só colocaste o ano, como quem o diz porque sente eternamente. 

depois de o escreveres, e depois do encontrar, juraste-me amor centenas de vezes, e foste embora na mesma proporção.

não deixaste que o vento te levasse... até porque sabes que o teu vento te trará sempre de volta aqui. decidiste ficar no sítio onde ninguém te questiona, onde ninguém te pergunta por mais, ou não és obrigado a experimentar emoções que ultrapassam o normativo. escolheste o óbvio, mesmo que me jures sempre que não é uma escolha, bem pelo contrário. 

o amor que escreveste, e que te peço todas as vezes para o negar, voltaste a jurar na semana passada, momentos antes de fechares a minha porta (que há muito foi trancada pelos pedaços em que deixaste o meu coração) - logo antes de voltares ao sítio onde se forma a tua família. 

hoje, horas antes de te escrever isto com os pedaços do meu coração colados com pasta de papel, pegaste ao colo aquela que será a mulher da tua vida. aquela que não sou eu, aquela que não veio de mim, que não é fruto do amor que deixaste espalhado pelas minhas paredes e pelos meus livros. 

hoje, o teu amor por mim perderá sentido, e seguirás, efectivamente, ao sabor do vento. hoje, o destino separa-nos de vez. por ela, por ti, por vocês... nunca mais me irás jurar amor, e os pedaços do meu coração vão sair detrás da porta, para me calarem o peito e me entupirem os ouvidos, para que nunca mais na vida me seja jurado por ti um amor que não viveste. 

nada do que tivemos existe. 

nada do que sentimos aconteceu. 

tudo perde sentido com a chegada dela. a mulher da tua vida nasceu. eu morro hoje na tua história, e sinto-me tão pequenina quanto as minúsculas que uso em todo este texto.

quinta-feira, novembro 24, 2022

23/11/2022

Deste sítio, não podemos mais caminhar. 



sexta-feira, novembro 18, 2022

 Estou sentada à tua frente e parece que tu não me vês. 

«e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes»

segunda-feira, outubro 31, 2022

tanto amor desperdiçado 

tanto amor deitado fora

tanto amor por nada

tanto amor, e agora?

quinta-feira, outubro 20, 2022

É o que sinto na última linha que me fez escrevê-la.

Meu amor,

Espero que esboces um sorriso quando começares a ler esta carta (quem me dera ver-te neste momento). E eu, que gosto de ler sempre as últimas páginas dos livros, espero que termines esta carta com o mesmo sorriso. Comecei por escrever a última linha desta carta, antes de a começar a escrever. É o que sinto na última linha que me fez escrevê-la.

Espero que saibas que, apesar de a receberes quando já não existirei na tua vida, eu vou sentir que a estás a ler. Não precisas de me dizer… incrivelmente, e inexplicavelmente, eu acho que sinto o que tu sentes, quando o sentes. E é isso que quero que saibas, nesta carta.

Posso estar enganada em tudo o que te digo aqui. Posso um dia acordar e já não sentir nada do que tu sentes, nem ver nada como tu vês (não ponho as mãos no fogo por mim, reinvento-me todos os dias para continuar a existir serenamente…).

Nestes últimos meses, posso dizer, com toda a certeza que a vida me dá, que senti tudo o que tu sentiste, que vi tudo com os mesmos olhos que tu, que o sabor de tudo foi igual para os dois, e que até a nossa temperatura foi sempre a mesma (e quando não o foi, bastava-me tocar-te para a equilibrarmos). Vemos a beleza das coisas com a mesma intensidade.

Tudo o que nos atraiu durante este tempo, foi o que nos manteve afastados até ao primeiro olá, e o que nos afasta agora, depois deste adeus.

O tempo cura tudo. No nosso caso parece que foi o nosso maior inimigo… mas quem sabe, vai ser o nosso maior amigo para que nos esqueçamos.

Ainda não sei como vou fazer isso… mas já só temos meia vida, e não podemos voltar atrás.

Não sei se cheguei tarde demais, se tu escolheste o teu caminho demasiado cedo. Não sei se tudo o que temos é impossível, ou se simplesmente não temos força para mudar o que existe, e arriscarmos a nossa felicidade pelo nosso karma.

Sei que, nos teus olhos, não me pedes para que te peça para ficares aqui. E eu não encontrei forma de te o dizer.

Então tenho de te deixar ir. Deixar-te ser, o que és, longe de mim.

Obrigada por teres dado luz aos meus dias. Obrigada por todos os dias em que me fizeste sentir uma pessoa melhor, mais especial. Obrigada por me teres dado mais uns segundos de vida… daqueles que gosto.

Obrigada pelas surpresas, pelos girassóis, pelos bilhetes e cartas, pelas framboesas que dividimos, pela laranja, pela canela, pela maçã, pelo café, pelos cristais e caixas de música, pelos 10 minutos de meditação, pelos olhares que deixavas cair no meu corpo, pelo céu estrelado no meu escritório… por preferires o que tenho aqui dentro, do que a minha embalagem.

Obrigada por teres contrariado o destino e teres-me encontrado. Obrigada por insistires em me dizer olá, apesar da minha aparente indiferença. Desculpa se me deixei encontrar… acho que não era suposto sentirmos isto.

Obrigada por me mostrares que um amor destes, existe sim. Existe amor que transborda.

Espero que estejas a tomar a decisão certa. Espero que não passemos o resto da nossa vida a ter de nos traduzir para os outros, só porque eles não são capazes de nos ler, como nós tão bem o somos capazes de fazer.

Queria dizer-te mais, mas jurei que me bastaria com o simples e fácil, e deixaria de parte toda a confusão boa que nos une.

Espero que a próxima vida exista mesmo como eu te prometi. Estou a apostar a minha felicidade neste vida, pela que teremos na próxima.

Vou gostar de ti até ao fim dos dias que me faltam.

Vou amar-te até fechar os olhos pela última vez.

Um beijo.

Até lá, J*

sexta-feira, outubro 14, 2022

 os pedaços do meu coração partido são tão pesados que todos os dias me custa carregar este peito. 

segunda-feira, abril 04, 2022

Hoje sinto, com uma clarividência dolorosa, que só fomos amantes, não parecendo ter existido uma réstia de amizade entre nós. 

Assim que tirámos o amor das nossas palavras, não há praticamente mais nada a dizer. 

Acho que só nos sabemos amar, e como não podemos, não nos sobra nada. Nem um «bom dia». 


Deixar-te ir, está a ser uma das experiências mais dolorosas que já vivi. 

Que tudo isto valha a pena. 

domingo, abril 03, 2022

02.22 da madrugada. 

Já não há nada a fazer. Nem uma mensagem foi escrita. 

Obrigada. 

sábado, abril 02, 2022

Pedi que te afastasses e deixasses a nossa chama apagar e a esperança morrer. Disse-o na esperança que não me quisesses deixar ir, e me puxasses ainda mais perto, e me beijasses com ainda mais força, enquanto sussuravas ao meu ouvido "não deixes a esperança morrer". 

Chama apagada. Esperança cancelada. 



quarta-feira, março 16, 2022

Todos os dias tento arquivar-nos. 

Mudo o fundo das nossas conversas, tiro as fotos que só a nós faziam sentido, e coloco o painel mais neutro que encontro... tenho a vã expectativa de que um dia o nosso sentimento seja isso: algo neutro. 

Recolho os teus bilhetes e coloco-os numa caixinha... não os deixo espalhados por todo o lado porque, hoje, o teu amor dói-me. Prefiro não ver todas as vezes que me amaste em silêncio, com bilhetes, surpresas, pequenas flores, vales de brigadeiros, e todas as coisas que escondias para eu encontrar nos meus dias cinzentos. 

Não quero mais amar-te. Este amor dói, e eu nunca soube lidar com a dor. 

Todos os dias tento arquivar-nos. 


domingo, março 06, 2022

Um amor proibido deve levar a uma porta fechada. 

Fechar a tua porta deve ser a tarefa mais difícil que alguém me deu, em todas as nossas vidas. 


sexta-feira, fevereiro 04, 2022

Tu vais. Eu fico. 

E nada do que tu algum dia juraste sentir me chega. 

Tu vais. Eu fico. 

E jamais te voltarei a pedir para ficar, também. 

Tu vais. Eu fico. 

Acho que nunca estivemos destinados, afinal.

Vai. Eu fico. 

terça-feira, fevereiro 01, 2022

Digo-te que me sinto infeliz, e tu ainda tens a lata de me perguntar o que se passa. 

É isto que me faz questionar a medida do teu amor. 

Como podes não compreender que a felicidade se tornou inatingível no dia em que decidiste não ficar? 

segunda-feira, janeiro 17, 2022

É difícil amar alguém como eu. E tu conseguiste essa proeza.
Seria mais fácil ficar. Mas tu não és de coisas fáceis. 
Não entendo como alguém consegue amar tanto, ao longe, e para sempre. 

segunda-feira, janeiro 10, 2022

Um amor que me escolha todos os dias: é só isto que quero. 

Um amor que me escolha todos os dias, como tu fizeste em todas as nossas vidas passadas... em todas, menos nesta. Logo nesta, que eu só queria isto. 

quinta-feira, dezembro 30, 2021

*Para Sempre*


30/12/2021

domingo, dezembro 05, 2021

travessia

Na travessia dos meus dias, depois do vírus ter saído do meu corpo, e de a minha casa voltar a ter 4 pilares, deito-me com a certeza que foste o homem que mais me amou. 
Nesta travessia, foram vários os dias em que chamei por ti, e desejei que fosses tu a pôr-me a toalha fria na testa, a pessoa que segurava o meu cabelo para vomitar este mal silencioso que me consumia o corpo, as mãos que me seguravam no banho... De que serve o teu amor? De que me serve a certeza do teu amor? 
Durante a travessia, o teu amor arrancou-me sorrisos e lágrimas... e a tua ausência criou-me a esperança de que não seria um vírus que me mataria... Depois de ti, e sem ti, o que tem o poder de me matar? 
Aproximando-se o fim da travessia, percebo que ainda estou sozinha no futuro dos meus dias finais... E que não sou eu que estou no futuro dos teus últimos dias. E sabes que mais? Tenho a certeza que eu seria a pessoa que tu querias ver antes do teu último suspiro... Porque eras tu que eu queria a segurar a minha mão no último estremecer do meu corpo. 
Mas é para isto que servem as travessias. No fim, nada é como começou. Lá estaremos, e lá veremos.