Todos os dias tento arquivar-nos.
Mudo o fundo das nossas conversas, tiro as fotos que só a nós faziam sentido, e coloco o painel mais neutro que encontro... tenho a vã expectativa de que um dia o nosso sentimento seja isso: algo neutro.
Recolho os teus bilhetes e coloco-os numa caixinha... não os deixo espalhados por todo o lado porque, hoje, o teu amor dói-me. Prefiro não ver todas as vezes que me amaste em silêncio, com bilhetes, surpresas, pequenas flores, vales de brigadeiros, e todas as coisas que escondias para eu encontrar nos meus dias cinzentos.
Não quero mais amar-te. Este amor dói, e eu nunca soube lidar com a dor.
Todos os dias tento arquivar-nos.
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