segunda-feira, julho 03, 2023

Perdi as palavras que aprendi contigo. Já não as encontro, quando em ti penso, já não as sinto, quando tenho saudades, já não as leio, quando te procuro. 

Ensinaste-me um amor novo, e fizeste-me desaprendê-lo com a mesma dedicação. 

Não sei quem és, já, perdi o teu cheiro. 

Mesmo quando sinto saudades, pareces-me outro, que não tu. 

Todas as juras feitas, parecem um romance de outra pessoa, que não tu. 

Todas as mensagens guardadas, já não parecem tuas, nem vindas de ti. 

Já não és tu, ou talvez eu já não seja eu. 

Sou pior, na tua ausência, e talvez tu sejas melhor, sem mim. 

Escrevo-te pela última vez, mesmo que já não existas ou não queiras que eu exista - para assim não me sentir tão louca, por te ter achado real. 

E se ainda sobrar alguma coisa de ti, irás entender-me... a mim, e à ausência eterna a que te votarei por não saber já viver na hipótese do teu regresso. 

Se acaso soubesses o mal que me fazes, demorarias a voltar à minha porta? 


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