Não vou dizer que a emoção não sabe bem.
Porque sabe.
Não
vou dizer que a espera sobre quem vai ceder e enviar uma mensagem primeiro não
é incomodativa.
Porque é.
Não vou dizer que gosto de achar que estou a fazer
alguma coisa de errado.
Porque não gosto.
Não vou dizer que me não me sinto
desejada por receber atenção de outra pessoa.
Porque sinto.
Não vou dizer que
não gosto.
Porque gosto.
É uma distracção numa vida de uma necessária, e permanente,
atenção. Atenção, concentração, foco, que cansa.
Certa estou que o mundo está um caos. E que algumas parvoíces
nos fazem sentir bem. E se esta emoção platónica me fizer perceber que temos de
lutar pelo sentimento verdadeiro que nos une, que seja. Eu luto. E tu lutarás,
porque vais perceber que eu preciso de emoções novas, de friozinhos na barriga,
de atenção desmedida, de desafios novos, de me reinventar para não envelhecer.
Preciso
de origamis, de desenhos abstractos, de cartas surpresa, de novidades. Preciso
de aprender mais sobre ti, mesmo que pareça que já estamos juntos há mil anos.
Preciso que aprendas mais sobre mim, e que não posso adormecer este lado de
veludo, seda ou cetim que tenho.
Preciso que aprendas que o ar, que és, tem o
poder de apagar o fogo, que eu sou, mas que também tem o poder de o atiçar
(quando preciso).
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