Contigo eu era mais leve.
Contigo, a discussão estava na ponta da língua, à distância máxima de uma chamada mesmo que estivesses na outra ponta do país. Dizia tudo o que queria e o que não queria. Tu ouvias, argumentavas, ou, simplesmente, desligavas a chamada.
Mas eu falava. Deitava absolutamente tudo para fora.
Destilava todo o veneno, expurgava-me de todo o ciúme.
E tu agias em conformidade.
E a chama mantinha-se acesa.
Talvez por isso tenhamos explodido, e nos dissipado para sempre.
Com ele não. Com ele eu engulo, relativizo, ignoro. E as coisas parece que funcionam.
Mas e esta acumulação de pensamentos?
Será que desta vez sou só eu que explodo?
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