Sonhei contigo.
Estavas magro, demasiado magro... o que te dava um ar doente.
Tentava falar contigo, perguntar-te o que se passava mas parecia estar paralisada e não conseguia emitir qualquer som.
Tu olhavas para mim, falavas comigo, mas como não respondi, acabaste por desistir.
E acordei. Com a maior sensação de aperto de sempre... que parece não ter saído ainda. Peguei no telemóvel, com a sensação de que tinha de falar contigo, ter a certeza que estavas bem. Mas voltei a largá-lo. Que legitimidade tenho para tal?
Estive até há meia-hora atrás a moer-me com isto. Até que decidi pegar no telefone e liguei a alguém que sei que nunca te vai fazer chegar esta minha preocupação.
Descansei. Talvez.
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