Apetece-me repetir o teu nome até que voltes.
Sem pudores ou problemas.
Apetece-me mesmo gritar o teu nome até que me ouvisses.
Ver-te chegar, dizer-te um monte de merdas que trago presas na minha garganta. Olhar-te nos olhos, repetir bem baixinho o teu nome, e abraçar-te.
Ou esperar que me abraçasses. Eu ficava bem quieta e tu punhas os teus braços à minha volta.
E dizer-te que...
Queria que soubesses que não sinto a tua falta.
Sinto falta da segurança que sentia nos teus braços.
Não sinto falta dos nossos momentos felizes.
Sinto falta da adrenalina das nossas discussões, dos gritos, dos murros na mesa, dos nomes feios que repetíamos, dos "zero à esquerda", dos "tenho pena de ti", e, finalmente, dos "não me deixes, amo-te tanto".
Não sinto falta dos textos a dizer a falta que te fazia e do quanto gostavas de mim.
Sinto falta das reclamações que escrevias.
Não sinto falta das prendas que me davas.
Sinto falta de estar à tua espera, enquanto tu acabavas de jogar mais um jogo no computador... "está mesmo a acabar, pequenina... anda aqui ver."
Não sinto falta de estar contigo sozinha no teu quarto.
Sinto falta de estarmos fechados no meu quarto, contigo a beijar-me e agarrar-me e empurrar-me contra a porta... mas cheios de medo que alguém aparecesse.
Não sinto a tua falta.
Sinto falta de me sentir tua.
Queria que soubesses que não sinto a tua falta.
Sinto falta da segurança que sentia nos teus braços.
Por isso, T... Apetece-me gritar até que apareças.
No entanto, a prudência aconselha-me a ficar bem quieta e calada.
Ele completa-me demasiado para que eu vá à tua procura.
Ele completa-me.
Ele completa-me.
Mas tu, T., tu transbordavas-me.
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