sábado, dezembro 01, 2012

Há precisamente um ano, deixamos de existir.

Hoje acordei e só desejei poder dizer-te que: quem me dera que tudo tivesse mesmo sido mentira, que assumisses que foste precipitado quando disseste que me amavas, que afinal nunca achaste que eu era a mulher da tua vida, que o meu corpo, afinal, não foi desenhado pra ti. Que só estiveste comigo para te entreter, e que ela sim, é a mulher certa pra ti. Que me esqueceste no dia em que mudaste de cidade, e que neste ano que nos separou nunca sonhaste comigo nem sentiste saudades minhas. Que jamais pensaste em pedir pra voltar. Que nem pensaste no quanto me magoarias, porque simplesmente já nem entrava nas tuas contas.
 
Hoje acordei e pedi a Deus que o meu dia passasse bem rápido e que nem por um segundo sentisse aquela terrível dor no peito, aquela que senti há precisamente um ano, quando deixamos de existir.
 
É que o coração doi quando perdemos alguém que amamos. Cada vez que o sangue passa pelas várias cavidades do coração, dói. É uma dor fisica. Como se já nem nos apetecesse viver mais, só pra não sentir aquela dor.
 
Hoje acordei e pedi a Deus nunca mais passar por nada assim na minha vida. Nunca mais.

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