sexta-feira, setembro 07, 2012

Ele teve de voltar... e confesso que há dias em que detesto tê-lo longe. Como hoje.
 
Quando falámos ao telefone, numa resposta simples disse-me "tá bem", e por momentos achei que estava a falar contigo... foi o único e pior presságio que tive sobre ele... era o que dizias quando querias desligar o telemóvel... Felizmente, mudou a conversa e eu nem tive tempo de pestanejar.
 
Doeu-me o coração... e quando vi a tua chamada no ecrã do telemóvel achei que estava a ver mal. E continua a doer. É que isto não está bem. Estas reticências que ponho enquanto escrevo, estas coincidências horriveis, a diferença de tom entre textos. Detesto.
 
Continuas a doer-me... por isso não atendo. Quero esquecer a tua voz. Quero ficar apenas com o soar da voz dele na minha cabeça. Quero sonhar com as promessas, com o carinho, com o desejo da voz dele. Dele. Não da tua.
 
Isto está tudo errado. E eu só queria tê-lo aqui comigo, hoje. Mesmo que o meu coração doa sempre que imagino que tentaste falar comigo.
 
Como hoje.

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