quarta-feira, março 05, 2008

Nós nunca fomos cúmplices, sabíamos demais um do outro. Éramos promíscuos. Dedicávamo-nos a combater o pensamento um do outro para chegarmos à névoa humana. Traías-me, traíste-me inúmeras vezes e nunca chegavas a tocar a fímbria da traição. Diziam que eu te perdoava tudo. Como se iludiam. Nunca tive nada para te perdoar, vejo-o agora, com uma nitidez impossível. Gostavas dessa forma de intimidade rápida que é a discórdia. Eu também. Éramos imperdoáveis, seremos imperdoáveis um do outro. (…)

Um comentário:

Anônimo disse...

somos pensamentos erratícos?

ou seremos antes refracções de subconsciente?

traição? qual a sua ambiguidade? todos traímos, mais nao seja em pensamento, o material a meu ver quase mais nao importa ...

estamos na época das experiencias ...é mau ? é bom?


nao sei ... mas dedico-me a viver e nao pensar nisso ;)


tu devias fazer o mesmo =)


P.s. afinal fui eu k te ensinei lolololol *