Decidi limpar todos os livros, todos os códigos, todas as capas, todas as gavetas e prateleiras, na esperança de encontrar algo teu.
Lembras-te de quando me deixavas bilhetes escondidos ou livros novos no meio da minha biblioteca? Depois esperavas, pacientemente, o dia em que eu os ia encontrar e renascer com aquele pedaço de amor.
Foi amor, não foi? Aquilo que tiveste por mim, foi amor não foi?
Ninguém deixa mensagens secretas, e surpresas em lugares nunca pensados, sem amar o destinatário, não é?
Limpei e desfolhei cada um dos livros, durante horas. Tu não estavas.
Tu não estás.
Tu já não estás.
Hoje é o primeiro dia em que, verdadeiramente, tu não estás, e eu não faço ideia que ar estás a respirar.
Decidi limpar todos os meus livros na esperança de encontrar a resposta para tu não me teres pedido para ficar.
Mas tu não pediste, e agora não estás... Como o vento que deixa de soprar.
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