nas bonanças, tento acumular sorrisos e momentos de paz para depois os gastar nas minhas tempestades.
nos dias de tempestade, sinto a tua falta, porque me dás paz, colo e calma.
nos dias de bonança, sinto a tua falta porque queria sorrir contigo, ao teu lado, e porque me parece sempre que só entro na tempestade porque tu não estás.
caso estivesses, deixavas-me viver de tempestades? puxavas-me para o teu lugar seguro?
será que é calmo o sítio onde estás? será que aí há sempre sol, calor, calma e paz?
será que também sentes a chuva dorida nos teus braços?
acaso soubesses que me sinto a morrer por dentro, farias de tudo para entrar em mim e impedir-me de desistir?
será que aí é tão bom que a ideia de vires viver para as minhas tempestades te aterroriza tanto?
é que já não me sinto em casa em mais lado nenhum, além do sítio para onde entro quando me abraças.
se algum dia te o dissesse... ficavas para sempre?
sinto-me desalojada sempre que vais embora. e começo a perder força para viver as minhas tempestades sem a força que recuperava na tua bonança.
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