Dizias que eu era o teu pilar, e que não sabias o que seria dos teus dias se soubesses que eu não estaria contigo. Dizias que o nosso amor era eterno, como o dos pinguins. Que te dava fôlego para a vida. Que, sem mim, já terias perdido o norte. Que era a tua força, para te ajudar a manter o equilíbrio, para não descarrilares.
Onde estás, agora? Já caíste? Encontraste algum significado para a vida, sem mim? Ainda respiras? Perdeste o norte? Descarrilaste? O que é feito dos pinguins? Em que dia acordaste e tudo isto deixou de fazer sentido? Em que dia é que começaste a ter dúvidas sobre o amor que sentias? Quando estamos mal, abdicamos da única coisa boa que dizemos ter nas nossas vidas? Quando é que eu passei a ser descartável? Em que dia decidiste tornar as nossas memórias uma mentira? Como podes conhecer-me tão mal, ao fim de tanto tempo? Como podes ter-me tão pouco amor?
As tuas dúvidas deixaram-me cheia de perguntas. Não sabes responder a nada.
Puseste-me em pausa, mas acabaste por riscar o nosso disco, e jamais a nossa música vai tocar a mesma melodia.
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