“Queria que estivesses aqui,
no meio disto tudo o que eu queria era que estivesses aqui,
o teu olhar, as tuas mãos a apertarem-me o medo, a dissolverem-me a ansiedade.
Mãos que apertam o medo, que dissolvem a ansiedade: aqui está uma boa definição de amor.”
Tens, temos, todo o direito de ser felizes.
És, somos, livres de procurar essa felicidade noutros sítios, noutras pessoas.
Já estava na altura de seguires com a tua vida. A mim, a esta distância, só me resta desejar-te as maiores felicidades.
E resta-me esconder as lágrimas enquanto o digo, ou arranjar desculpas para não te falar.
A verdade é que não tenho moral para te dizer que isso vai falhar. Nem te posso relembrar que há uma razão para falhar. Eu fiz o mesmo que tu. Eu também decidi tentar.
Portanto, perdoa-me se não tenho força de te impedir de continuar. Perdoa-me o medo de dizer que a felicidade já a encontrámos há quatro anos atrás. Perdoa-me a falta de coragem de te dizer que nenhum outro beijo, nenhum outro abraço, nenhuma outra mão vai apagar a falta que me fazes. Perdoa-me.
Um comentário:
Opaco...
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