"Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às vezes penso é bom que assim seja, para eu aprender a estar só. Mas de outras vezes rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E digo-te não vás.
Fica. Para sempre. Há em mim uma luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo. "
Vergílio Ferreira
Tenho a tua voz. Tive a tua preocupação e atenção nestas semanas que tanto precisava. Preciso de ti. Não consigo não precisar de ti.
Tu, por quem já tanto chorei, és a variável mais constante da minha vida.
Vou mandar-te embora muitas vezes. Tu sabes disso. Será sempre a raiva acumulada estes meses todos a falar. Mas fica.
Vou maldizer o nosso fim, vou dizer que a culpa será sempre tua. Mas não vou conseguir não te atender as chamadas nem deixar de responder as tuas mensagens.
Haverá em mim uma permanente luta. Porque vou amar-te sempre. Mesmo que saiba que já não somos nada. Nada mais do que duas pessoas que não sabem não precisar uma da outra.
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