quarta-feira, janeiro 23, 2013

Hoje fiquei sozinha no escritório. Foram todos para uma formação qualquer e eu fiquei por aqui... sozinha e cheia de trabalho. Decidi tirar só 15 minutos para almoçar qualquer coisa de forma a adiantar trabalho, mas como fome é coisa que não tido, uma bolacha e um bocado de chocolate que aqui tinha taparam o buraquinho que tinha no estômago. 

Como escrever o que me invade a mente, é algo melhor que ingerir calorias, vim aqui ocupar o restante tempo a que me auto-propus. 

Tenho saudades, sabes? Não vou começar com o discurso lamechas de que me fazes falta, até porque sei que não me vais ler. Tenho saudades, sim, de quando me vinhas surpreender com um bolo do meio da tarde. Sabia sempre bem comer ao teu lado. Talvez por isso tenha engordado uns quilitos enquanto namorámos. Tu não te importavas, aliás, nunca mencionaste esse facto sequer. 
Talvez a descontracção de achar que tudo o que tu fazias tinha lógica, ou a paz de estar ao teu lado, ou a segurança da tua companhia, ou então ainda a tua insistência.. não sei... mas havia algo em ti que me fazia ter sempre vontade de comer. 

Hoje não. Nem ontem, nem nos últimos tempos. Talvez por isso tenha perdido os quilos que tinha ganho antes. Até isso eu perdi. É terrível pensar nisso como uma perda, mas a verdade é que o sinto desse modo. 

Sinto falta da segurança, da paz e das tuas insistências, talvez mais do que sinto a tua falta. Ou então sou eu a querer enganar-me, porque parece que nunca mais vais querer largar o meu coração. 
E isto tem-me cansado.. Esta luta de viver contigo dentro de mim, e de querer tirar-te a todo o custo. E só tu saberias comprovar que, quando estou cansada, tenho sono e não fome. 

Quando estou com ele, nunca tenho fome. Ele também insiste, mas tem sempre medo de me chatear com isso. Eu sinto que ele vive com medo de fazer alguma coisa que me faça chatear e querer virar costas. E eu agradeço, porque ele não tem o mesmo jeito que tu para me obrigar a comer. 

Ri-te. Ri-te de mim, dele, e do tema deste post. Eu própria tenho vontade de me rir com isto. 
Mas não te enganes. Ou pelo menos, não deixes que eu te induza em erro. Ele pode não me dar vontade de comer, mas faz-me rir... E só tu saberias comprovar que prefiro rir a dormir ou comer. Sobrevivo bem com umas boas gargalhadas.

E foram as gargalhadas que ele provocou em mim, durante todo este ano, que me fizeram sobreviver à dor que se instalou quando tu deixaste de existir na minha vida. 

Que mais posso eu pedir agora?

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