quarta-feira, dezembro 19, 2012



Deves achar que não sinto a tua falta, que já te esqueci e segui com a minha vida. Deves achar isso porque foi precisamente aquilo que eu te quis convencer. E devo ter-te convencido. Pelo menos foi o que te pedi... parares de falar comigo porque já não suportava ouvir a tua voz. Estavas a fazer-me mal, entendes? Via-te a seguir com a tua vida, via-te cheio de indecisões e não suportava nem mais um dia sem te ter por inteiro. Pedi-te pra te afastares, e tentei todos estes meses fingir que não existias. Fiz a minha vida como se tu nunca tivesses existido, e depois vinha para este sítio lamentar-me. É o meu muro dos lamentos, onde choro com palavras a falta que me fazes. Porque sim, fazes-me uma falta do caraças. Quero odiar-te, e há momentos em que acho mesmo que te odeio, mas corro sempre aqui pra poder desabafar... porque não há ninguém com quem eu queira falar de ti. Não quero parecer fraca, tu sabes como eu sou orgulhosa e teimosa, e poder chorar no ombro de alguém e dizer que às vezes me apetece desaparecer porque a minha vida não é aquilo que eu tinha planeado porque me faltas sempre tu na equação, é algo impensável.
Por isso, não vais saber por mim que sinto a tua falta, nem que não te esqueci. Mesmo que isso já não valha de nada nas nossas vidas pseudo-perfeitas.
 
Não tenho forças pra te ligar, não tenho mesmo.
 
Portanto vou continuar a rezar pra que descubras este meu sítio, que guardo em segredo, para que um dia percebas o quanto a vida me tem custado a viver. E para que, se Deus quiser, se for bom pra nós e o melhor para o mundo, tu percebas a burrice que fizeste, a burrice que eu fiz, e que se calhar somos só duas pessoas absolutamente disfuncionais que só funcionaram juntas.
 
Talvez seja só esse o meu desejo de Natal. Ou não...

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