terça-feira, novembro 20, 2012

Já lá vai quase um ano desde que decidiste que ias caminhar sem me ter ao teu lado.
 
Desde então muitas coisas mudaram. Fiz uma quantidade de coisas, depois de ti. Sem ti.
Mudou, porque depois disso, senti que podia fazer qualquer coisa porque já nada nem ninguém me podia magoar. E eu já não podia magoar mais ninguém.
 
Viajei, fui a concertos de bandas que não conhecia, deitei-me às 6 da manhã e acordei as 9 da manhã durante quase um mês, bebi até cair, dancei até cair, fui a campeonatos de surf, pintei o cabelo de uma cor mais clara, e depois de um castanho escuro, e cortei-o curto, comprei vestidos de várias cores, bem curtos e decotados, senti-me sexy como nunca antes me tinha sentido, jantei em restaurantes estupidamente caros, fiz viagens cansativamente longas, dormi em hoteis, em tendas, em casas de pessoas que tu nem sequer conheces, voltei àquele apartamento e àquele romance adolescente por vingança a ti, mas não me soube a nada.
Depois decidi acalmar. Parar. Ouvir quem me queria bem e perceber que não tinha de viver tudo de uma só vez. E mudei novamente. Mudei os meus planos para outra cidade e deixei-me de loucuras. E ele apareceu.
Tenho outra pessoa na minha vida, sabias? Mas tenho medo de cair na normalidade e começar a questionar tudo. Tenho dúvidas, muitas dúvidas.
 
No entanto, aprendi a chorar o passado em silêncio, a não pensar histericamente no futuro, e a viver, apenas e só, o presente.
Um presente onde tu já não estás.
 
Vejo agora, com uma clarividência violenta, que nunca teria vivido todas essas coisas se ainda hoje estivesse contigo. Ou então teria... se tivessemos aprendido com os nossos erros e evoluido.

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