A lua estava no sítio correcto. Eu calçava as botas mais confortáveis do mundo. A temperatura era amena, e até sabia bem a brisa fresca que passava para apagar o lume que crescia nos olhos dele. A cidade estava iluminada e ao longe ouvia-se uma banda internacional a pôr o público ao rubro. Estava tudo onde devia estar e as condições cósmicas eram favoráveis.
E foi nesse momento que ele me disse que queria algo mais sério, mais determinado, enquanto me pegava na mão. Eu pedi-lhe para parar de brincar e aproveitar a noite. Ele insiste, lança a pergunta ao ar... Eu rio-me, baixo a cara, tiro a mão com a maior rapidez possível e finjo não ouvir.
Ele recua.
Quanto tempo mais vou precisar para te esquecer de vez? Quanto tempo mais vai ele aceitar ter-me junto mas não completa?
Quanto tempo mais aguento viver este papel de mulher livre que só quer "uma cena passageira e nada de compromissos"? Porque esta não sou eu! E estou farta de não ser eu.
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