sábado, junho 02, 2012

Não pediste licença. Entraste-me pelo computador dentro (e pelo coração, talvez!), e nem sequer me perguntaste se podias. Não pensaste no que me ia doer ver-te. Não pensas nas consequências nem nas implicâncias dos teus actos. És assim.

Essa tua impaciência, destreza, misturada com uma espécie de espírito infantil... sempre me fez dar as maiores gargalhadas... porque quase te tornas trapalhão... e depois respondes "que mal fiz eu?"... e a verdade, é que sempre que me dizias isso eu perdia a vontade de querer ralhar contigo ou chatear-me contigo.

O que tu ainda não percebeste é que eu sou uma trapezista sem rede. O que não percebeste é que muito mudou nestes tempos... e que essa tua inconsequência me faz chorar agora... E não me dá a mínima vontade de rir. Continuo sem conseguir ralhar contigo, ainda que tenha tentado, mas não evitei as lágrimas.

Tens de parar de entrar e sair sem pedir primeiro. Tens de pensar que cada gesto teu me pode atirar abaixo da corda e que eu já não te tenho depois para me apanhar e me fazer rir.

Porque há momentos em que a insegurança me atira ao chão. E nesses momentos odeio-te por não estares aqui.

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