"Nós éramos um do outro.
Coincidimos e rejeitámos a coincidência, com a petulância típica dos
pobres, confinados à prisão do seu sofrimento. Nós éramos um do outro e
não o descobrimos, preferimos respeitar os protocolos da nossa
era, dar prioridade à voz obrigatória do corpo. Nós éramos um
do outro de outra maneira - de uma maneira escura,
espessa, transcendente. O que podíamos nós, escravos da Inteligência Suprema,
escutar de transcendente? Como podíamos nós, ilustres servos da História,
alcançar a luz trémula do pequeno milagre que nos era dado?"
Fazes-me Falta, Inês Pedrosa
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