Há um dia em que acordas com uma ressaca danada e com a alma partida. Percebes que mais uma vez deste com a cabeça no chão. Olhas à tua volta e nada está no sítio onde devia estar. Primeiro achas que tudo se deve à má disposição e a teres a cabeça à roda. Então sentas-te, relaxas, e olhas de novo à tua volta. E chegas à mesma conclusão.
Há relações destrutivas. Há relações que podem, de facto, levar-nos à loucura. Fazem-se coisas loucas e estúpidas por amor... e, incrivelmente, nunca são as coisas certas.
E isso obriga-te a pensar no que queres para ti. Entras no carro e buscas uma resposta. Sabes que provavelmente não vais encontrar a resposta que queres, mas estás aberta a mais uma desilusão. Não te enganas, aí percebes que não te enganas... mas que vais sempre achar-te enganada.
Decides cometer mais uma loucura e compras um bilhete de ida para um sítio qualquer. Uma hora depois vês que não podes ir. Mas sabes que não podes ficar. E tomas a maior de todas as decisões. Nada está bem. Nenhuma das tuas coisas está no sítio certo. E estás terrivelmente cansada de esperar. Sentas-te de novo, olhas outra vez para tudo e percebes que só tens uma opção. Pôr o coração de lado e, finalmente, seres justa contigo própria.
Tens direito a ser feliz.
Não é pedir muito. Não estou a pedir que a crise acabe, cancelei o bilhete de avião, e vou manter todas as minhas responsabilidades. Só estou a pedir para ser feliz. E ninguém me pode negar isso.
Este espaço vai ficar mais vazio. Transformei-o num autêntico muro das lamentações e estou cansada disso.
E como uma vez disse... A culpa não é tua. É minha, e da minha vontade.
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