...És e sempre foste a única pessoa que amei. Mais ninguém consegue ocupar o teu lugar. Nunca mais consegui repetir o que a ti te disse... repetias vezes sem conta.
...É inútil... pensava eu, a sorrir.
Passaste o tempo todo a repetir estas palavras. Pedias mais uma oportunidade. ...Mais uma? As oportunidades que te dei já foram demais... repetia para mim mesma, sem conseguir verbalizar-te o que pensava.
Os teus olhos, finalmente, não largavam os meus movimentos. Como se de facto sentisses todas essas palavras.
Estás louco? Desististe de procurar no resto do mundo? Deixa-me em paz.
Os raios da manhã acordaram-me. A realidade mostra-me que já não existes. Transformaste-te numa personagem que o meu subconsciente criou para me proteger e amar nas noites em que sinto o vazio que ficou depois de ti.
Será que eu consegui amar-te como merecias esta noite?
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