quinta-feira, dezembro 24, 2009

E é sempre novo:)

"Leio o amor no livro



da tua pele; demoro-me em cada


sílaba, no sulco macio


das vogais, num breve obstáculo


de consoantes, em que os meus dedos


penetram, até chegarem


ao fundo dos sentidos. Desfolho


as páginas que o teu desejo me abre


ouvindo o murmúrio de um roçar


de palavras que se


juntam, como corpos, no abraço


de cada frase. E chego ao fim


para voltar ao princípio, decorando


o que já sei, e é sempre novo


quando o leio na tua pele."



Nuno Júdice

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