Esquece que te entregaste outrora a um corpo estranho, daqueles sedutores, num fim de tarde ameno, numa qualquer esplanada. Esquece também que o desejaste num piscar de olhos, entre sumos de fruta e saladas de Verão. Esquece os olhos que brilharam quando o viram e que suaste intensamente. Esquece que as mãos se tocaram e que o sorriso cresceu exponencialmente em felicidade flamejante. Esquece a maciez do toque dos lábios e a suavidade do corpo que amaste. Esquece que te perdeste em orgasmos mentais, em prazeres descomedidos e carnais. Esquece que sentiste pela primeira vez o calor de uma alma e um ardor intenso que te subia pelo corpo. Esquece que sucumbiste à carne, que a tiveste tua por ocasiões gloriosas. Esquece o tal corpo, esquece a história, daquelas que contêm amor e ódio.

ESQUECE.
Um comentário:
Postar um comentário