Nessa noite preferiram ficar em casa, estou cansada, algo diferente havia no olhar dela. Algo que ele sabia que não era comum. Não falou a noite toda, estava cansada, não conseguia falar. Ele não percebeu. Por mais que tentasse não conseguia entrar na cabeça dela.
No dia seguinte, levanta-se, procura-a e nada, nada, ela não estava, e ele não acreditava. Algo fora do comum.
Pega na prancha e vai para a praia, ela havia de aparecer, e lá estava ela, sentada no chão, estava à espera, precisavam de falar.
Ele observava-a, olhava-a, ela dizia um amontoado de palavras que para ele não faziam qualquer sentido, futuro, objectivos, além horizonte, importante para mim…
Onde estava o viver um dia de cada vez? Onde estava o importante para mim és tu e o mar? Onde estava ela?
E de repente, tenho de partir, espero que compreendas.
Não podia. Não queria. Eu pedia-te para vires comigo. Mas não era justo.
Justiça? Era o valor que ela agora levantava. Teria sido justo quando ele largou quem gostava para ir viver um amor e uma cabana? Na altura era paixão, amor eterno, tudo partilhado a dois.
Mas agora era o futuro que ela queria viver, era a injustiça que ela não queria cometer, era o passado que ela ia esquecer.
(the end. maybe that does not exist in the real world. Maybe the world is not ready to handle with this kind of love... but maybe someday she will come back and maybe he will be there waiting on the beach. "Até já")
Um comentário:
Sinceramente, não consegui compreender...(mas gostava).
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