
Regresso. Aproximo-me cautelosa. O tempo parece estar imobilizado à espera da minha deixa. Tento convencer-me que é isto mesmo que eu quero. E assim, em silêncio, digo-lhe que.
“Vou partir, amor.
Fizeste-me tão feliz. Correste pelo mundo e agarraste todos os pedaços de felicidade que foste encontrando, coleccionando, acumulando; guardaste-os, para depois me ofereceres cada um deles. Deste-me felicidade e eu recebi-a. Nem te agradecia; mas tu vias o meu sorriso e dizias: pareces o arco-íris. E eu abraçava-te.
Fui feliz contigo. Mas tenta perceber.
Agora apetece-me outras felicidades. Outras, diferentes. Aquelas que ainda não conheço. Aquelas que tu também não conheces e, que por isso não me podes oferecer.
Percebes? Apetece-me experimentar felicidades, aprender felicidades, descobrir felicidades, trocar felicidades, inventar felicidades.
Fizeste-me feliz. Mas, agora, quero mais.”
Sinto-me ridícula porque sei que não me estás a ouvir. Dormes profundamente. Mas não outra forma de dizer isto.
“Vê se percebes, amor.
Eu quero voar. Quero fechar os olhos, abrir os braços e voar, subir e subir e subir, atravessar nuvens e sentir a humidade na ponta da língua, trespassar o azul do céu, e continuar, sempre, por aí acima. Quero sentar-me na lua e sentir o cheiro das estrelas. Quero ser engolida por um buraco negro, ser perseguida por uma estrela cadente. Quero espreitar o interior dos satélites, dançar nas suas asas. E depois, regressar. Conhecer os mares, nadá-los, aprender os seus fundos. Perseguir peixes, ser engolida por uma baleia e adormecer no seu estômago. Descobrir grutas subterrâneas, desenterrar tesouros fabulosos. Encontrar tritões e fazer amor sobre as algas, vez após vez. Ou simplesmente: respirar dentro de água.
Quero deitar-me na erva fofa de um campo verde como os meus olhos e fechá-los, ouvir o sopro do vento acariciar as árvores; ser engolida pela escuridão, respirar devagarinho, saborear a paz; e sentir que o tempo vai parando: como se o mundo esperasse por mim.
Percebes isto? Sentir que o mundo espera por mim. Sentir que sou tão importante para o mundo que ele espera por mim.
E depois agradecer-lhe: devorando-o. Sei lá: subir arvores, andar de bicicleta, roubar nêsperas e atirar caroços a quem passar, colher flores, aprender a linguagem secreta dos gatos, fazer pão e comê-lo com manteiga, rasgar os livros de que não gosto, tocar flauta no cimo de uma montanha, fazer aviões de papel e atira-los do alto de um farol, escrever poemas eróticos e declama-los a desconhecidos, colher caracóis a beira da estrada e liberta-los nos pomares, brincar com bonecas, abordar pessoas desconhecidas e adivinhar-lhes os nomes, caminhar pelos passeios e sorrir a quem passa.
Quero percorrer o mundo, cada centímetro do mundo, e apropriar-me dele, fazê-lo meu. Quero devorar vida, possuir a felicidade; e depois devolvê-la, através dos olhos, a quem amo, a quem um dia odiei. Quero beber a beleza do mundo e dos homens, embriagar-me de beleza, ser beleza. Destilar beleza. E depois adormecer: saciada. Deitar-me novamente na erva fofa do mesmo campo verde, e fechar os olhos, ouvir o sopro do vento….
Percebes amor?
Quero tão pouco afinal. Não achas?”
Digo-lhe isto gritando em silêncio. Levanto-me e caminho até ele, baixo-me, os nossos rostos quase se tocam.
Penso: Amo-o tanto. Penso: mas não chega.
(pois é...gosto de ti...mas não te quero...porque sei que não me podes dar o que preciso...gosto de ti...mas nao chega...)
“Vou partir, amor.
Fizeste-me tão feliz. Correste pelo mundo e agarraste todos os pedaços de felicidade que foste encontrando, coleccionando, acumulando; guardaste-os, para depois me ofereceres cada um deles. Deste-me felicidade e eu recebi-a. Nem te agradecia; mas tu vias o meu sorriso e dizias: pareces o arco-íris. E eu abraçava-te.
Fui feliz contigo. Mas tenta perceber.
Agora apetece-me outras felicidades. Outras, diferentes. Aquelas que ainda não conheço. Aquelas que tu também não conheces e, que por isso não me podes oferecer.
Percebes? Apetece-me experimentar felicidades, aprender felicidades, descobrir felicidades, trocar felicidades, inventar felicidades.
Fizeste-me feliz. Mas, agora, quero mais.”
Sinto-me ridícula porque sei que não me estás a ouvir. Dormes profundamente. Mas não outra forma de dizer isto.
“Vê se percebes, amor.
Eu quero voar. Quero fechar os olhos, abrir os braços e voar, subir e subir e subir, atravessar nuvens e sentir a humidade na ponta da língua, trespassar o azul do céu, e continuar, sempre, por aí acima. Quero sentar-me na lua e sentir o cheiro das estrelas. Quero ser engolida por um buraco negro, ser perseguida por uma estrela cadente. Quero espreitar o interior dos satélites, dançar nas suas asas. E depois, regressar. Conhecer os mares, nadá-los, aprender os seus fundos. Perseguir peixes, ser engolida por uma baleia e adormecer no seu estômago. Descobrir grutas subterrâneas, desenterrar tesouros fabulosos. Encontrar tritões e fazer amor sobre as algas, vez após vez. Ou simplesmente: respirar dentro de água.
Quero deitar-me na erva fofa de um campo verde como os meus olhos e fechá-los, ouvir o sopro do vento acariciar as árvores; ser engolida pela escuridão, respirar devagarinho, saborear a paz; e sentir que o tempo vai parando: como se o mundo esperasse por mim.
Percebes isto? Sentir que o mundo espera por mim. Sentir que sou tão importante para o mundo que ele espera por mim.
E depois agradecer-lhe: devorando-o. Sei lá: subir arvores, andar de bicicleta, roubar nêsperas e atirar caroços a quem passar, colher flores, aprender a linguagem secreta dos gatos, fazer pão e comê-lo com manteiga, rasgar os livros de que não gosto, tocar flauta no cimo de uma montanha, fazer aviões de papel e atira-los do alto de um farol, escrever poemas eróticos e declama-los a desconhecidos, colher caracóis a beira da estrada e liberta-los nos pomares, brincar com bonecas, abordar pessoas desconhecidas e adivinhar-lhes os nomes, caminhar pelos passeios e sorrir a quem passa.
Quero percorrer o mundo, cada centímetro do mundo, e apropriar-me dele, fazê-lo meu. Quero devorar vida, possuir a felicidade; e depois devolvê-la, através dos olhos, a quem amo, a quem um dia odiei. Quero beber a beleza do mundo e dos homens, embriagar-me de beleza, ser beleza. Destilar beleza. E depois adormecer: saciada. Deitar-me novamente na erva fofa do mesmo campo verde, e fechar os olhos, ouvir o sopro do vento….
Percebes amor?
Quero tão pouco afinal. Não achas?”
Digo-lhe isto gritando em silêncio. Levanto-me e caminho até ele, baixo-me, os nossos rostos quase se tocam.
Penso: Amo-o tanto. Penso: mas não chega.
(pois é...gosto de ti...mas não te quero...porque sei que não me podes dar o que preciso...gosto de ti...mas nao chega...)
3 comentários:
este post está fantastico!!
está bastante sugestivo!
e tambem acho q esta na altura d experimentares novas felicidades! e fazes muito bem em quereres mais...porque mereces mais! bjinho pa esta menina q e uma q'rida!
e se dos pensamentos se fizesse a realidade?!
se as sensacoes k procuras se condencassem num unico beijo? ... mágico ... mas simples e sincero.. tao puro como o sorriso de uma crianca... tao imenso como a mente de uma mulher ?
caminhadas dificeis ... de passos curtos mas certos ... k raramente se tombam ao olhar das evidencias!
e como e tao bom estar apaixonado ... todo o mundo nos parece bom ... e leal ... e sincero ...
por momentos eskecemo-nos dos vicios k oculta e das mentiras k nos conta ...
tnh medo ...
mas tnh mesmo medo ...
contudo sei k ha maos para segurar ... e kando as aperto ... claramente percebo k ha um caminho ... ha um lugar ...
uma vida ... e um sonho...
um conto de fadas ...
onde o heroi sou eu mesmo ...
mesmo nao tendo k sair do lugar!
beijinho =P*
lindo,simplesmente lindo !
O amar não chega quando nos aprisiona...
tens de experimentar tudo isso e muito mais!espero que consigas experimentar tudo o que queres!!!!
ADORO-TE linda
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